
Sébastien Ogier terminou o terceiro dia do Rali da Sardenha na frente, invertendo o ‘jogo’ e conseguindo, colocando todo o seu talento ao serviço, minimizar a desvantagem de ser durante grande parte do dia o terceiro e depois o segundo piloto na estrada aberta por Kris Meeke.
Já no final do último troço, o campeão do Mundo referia que foram “dois dias fantásticos para mim. Nunca disse que liderar era impossível mas sabia que as minhas chances era muito pequenas. Muitas coisas aconteceram hoje e tem sido duro esta tarde”.
Mesmo numa ordem de partida pouco favorável, em nove classificativas, o francês venceu três, o que, por si só, demonstra a forma como andou, mas acabou por beneficiar também muito do pião feito por Hayden Paddon que conseguiu segurar a liderança durante 15 provas especiais provando que a sua extraordinária prestação tinha também muito a ver com a sua natural rapidez e não só com o facto de ter sido o oitavo na estrada, grande parte do tempo.
Nos dois últimos troços um problema de caixa acabaram por atrasar e praticamente roubar qualquer hipótese (em condições normais) do neo-zelandês averbar a sua primeira vitória no WRC e dar a segunda à Hyundai pois o i20 WRC perdeu mais de dois minutos para o Polo de Ogier, conseguindo, ainda assim, segurar o segundo lugar face a Mads Ostberg (o melhor Citroën), que foi subindo na classificação, desde o início do rali, mais à custa dos azares alheios, do que propriamente de uma performance de exceção.
Paddon e Ostberg vão partir para a derradeira etapa de amanhã (onde finalmente Ogier já não terá a obrigação regulamentar de abrir a estrada) separados por 1m12s, uma diferença que, se não tiver qualquer contrariedade, o piloto do Hyundai não deverá ter dificuldades em manter.
A cerca de 31,4s de Ostberg partirá amanhã, Thierry Neuville que apesar de alguns problemas no Hyundai conseguiu ter um dia relativamente regular, onde até venceu um troço (o mais curto da etapa), terminando a etapa na quarta posição.
A quinto ascendeu já na parte final Elfyn Evans que beneficiou dos azares de Jari-Matti Latvala que começou o dia ainda a discutir a vitória com Paddon mas que viu um toque e mais tarde problemas com um amortecedor e ainda um furo, ‘puxarem-no’ para o sexto posto, ainda que a sua rapidez nunca tenha estado em causa ou não tivesse sido o mais veloz em três especiais.
Numa etapa onde ficaram de fora Dani Sordo (problemas de motor), Andreas Mikkelsen (perdeu uma roda) e Robert Kubica (problemas de caixa), sobrou espaço para os melhores do WRC2 ficarem à porta do Top 5, com Yuri Protasov (Ford Fiesta RRC) a terminar o dia em sexto, apenas 7,0s à frente de Paolo Andreucci (Peugeot 208 T16), enquanto Jan Kopecky (Skoda Fabia R5) e Yazeed Al-Rajhi (Ford Fiesta RRC), também conseguiram entrar no Top 10.
Nesta categoria, Bernardo Sousa (Peugeot 208T16) abandonou ainda da parte da manhã.
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