
Foi um atípico Rali da Suécia, curto e quase sem neve, mas isso não belisca a fantástica prestação de Elfyn Evans que bem pode ser considerado a estrela deste início de campeonato.
Depois da prestação em Monte Carlo onde incomodou o mestre Sebastien Ogier, veio o andamento demolidor na Suécia. Muito bem adaptado ao Toyora Yaris WRC e aos pisos atípicos da edição deste ano, o piloto navegado por Martin Scott não teve adversários por perto, saindo da prova sueca na liderança do mundial.
Ott Tanak conseguiu o 2º posto, foi o melhor dos Hyundai mas não chegou para os Toyota, e mesmo na PowerStage (que representava 15% do traçado total do rali) foi batido por Thierry Neuville.
Mas se Evans foi estrela, Kalle Rovanpera também o foi neste rali. Fiel seguidor do galês, teve um andamento incrível e muito seguro nos difíceis troços que a Suécia apresentou este ano. Este Domingo venceu a PowerStage com autoridade e bateu Sebastien Ogier na luta pelo 3º lugar.
Ogier sai da Suécia a fazer contas à vida. Não está 100% confortável com o Yaris, só que Evans e Rovanpera já estão e andam à sua frente. O 4º lugar é a uma minimização dos efeitos. Esapekka Lappi consegue o resultado possível com o Ford Fiesta WRC, mas com o finlandês a assumir que dá o máximo.
Thierry Neuville não teve uma boa prestação com o 6º lugar final. Ainda se pode lamentar de ter aberto a estrada na 1ª etapa, mas nas restantes notou-se a falta de confiança que já vinha prometendo pelas entrevistas ao longo da semana. Atrás de si ficou Craig Breen que pouca utilidade teve na estratégia da Hyundai, mas os carros da marca sul-coreana não estiveram tão bons na Suécia como os imbatíveis Toyota.
No WRC2 Mads Ostberg repetiu o triunfo obtido em Monte Carlo com o Citroen C3 R5 e no WRC3 venceu Jari Huttunen com um Hyundai i20 R5. No JWRC venceu Tom Kristensson.
Termina assim o mais curto Rali da Suécia de sempre graças à falta de neve. Aos 171km que sobraram da revisão do percurso, foram retirados mais 23 pela anulação de dois troços, sobrando apenas nove classificativas em disputa. Na 3ª etapa, e para preservar o piso da PowerStage, a organização optou apenas por efectuar uma passagem, pelo que foi uma etapa de um único troço. Apesar desta redução, foi decidido previamente que os pontos seriam atribuídos na totalidade.
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